segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Em Comum - Anti Ostentação

Saudações a todos, a coluna "Em Comum" da semana representa quem acredita na oposição da ideia da ostentação, a quem reconhece a diferença entre seu preço e seu valor, o bem e os bens. Argumentos que acabaram indo um pouco além do RAP, mas valem a pena ser transmitidos por aqui.

1) Matilha Crew - Cão Killate Não Rima
"Eu sigo rico, mas o meu valor é interno. Eu não me moldo na moda da merda do caos moderno"

2) ThiagoSkp - Interesses E Sorrisos
"Por aqui eu vejo vários desses, não é amigo de ninguém, apenas dos seus interesses"

3) Edu Krieger - Resposta Ao Funk Ostentação
"Você pensa que tem liberdade exibindo riqueza e poder, mas não vê que na realidade o sistema é que lucra usando você"

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Lado C Entrevista - Brankobran

Saudações a todos, a entrevista da semana foi com o Brankobran, MC das antigas de Petrópolis e Juiz de Fora.

Sobre o Brankobran

Lado C: Quando e como você entrou para o ramo musical?

Brankobran: Tenho uma família de músicos. Meu avô tocava teclado em grande parte das festas em Petrópolis, quem é da velha guarda de lá certamente conhece o Barroso tecladista. Fez história. Meu pai criado com ele, no meio musical, se interessou pela bateria e se tornou um excelente baterista ao meu ver e autodidata, o que é ainda melhor. Sinceramente, não sei como entrei no RAP em si, pra quem acredita no destino essa é a resposta. Me interessei em rimas faladas antes de conhecer o RAP propriamente dito.

Lado C: Quais foram os primeiros músicos que você conheceu pessoalmente através do RAP?

Brankobran: Pessoalmente foram bem poucos. Mas o que mais me marcou foi o mestre Marechal, em um show em Petrópolis. Me lembro que a maioria das pessoas faziam questão de ir lá perturbar o cara enchendo ele de pergunta e eu não achei isso maneiro. Depois do show dele, me lembro que fui pegar minha mochila que tinha guardado num canto e ele tava lá e ele fez questão de me perguntar o que achei do show dele, se eu tinha curtido. Foi a atitude mais humilde que eu já vi no RAP até hoje!

Lado C: Você tem ou participa de algum projeto além do RAP em si, como projetos com bandas, venda de beats etc?

Brankobran: Eu vendia beats. Já cheguei a me dedicar somente a isso mas eu não posso me dar ao luxo de fazer mais isso. Eu, infelizmente, preciso de dinheiro pra pagar meu aluguel e minhas contas, preciso de uma renda fixa no final do mês e isso automaticamente rouba parte do meu tempo também. Ainda há um projeto de uma banda chamada Mente Coletiva atualmente adormecido aí, torço para que possamos voltar a ativa um dia.

Sobre "Desordem Para O Progresso"

Lado C: Quando a letra foi feita e como surgiu a ideia?

Brankobran: Essa letra minha foi escrita no final do ano de 2013, começo de 2014. Me lembro de ter sido bem dessa transição de ano e a música "Desordem Para o Progresso" nada mais é do que um desabafo meu sobre o mundo falso que vivemos.

Lado C: Quem foi responsável pela produção instrumental, captação de áudio, arte e outras coisas do som?

Brankobran: Como dito acima, eu realmente estou sem muito tempo porém não queria deixar de exterlanizar meus pensamentos, então fui forçado a fazer uma coisa amadora que eu tenho vergonha de dizer, pegar uma beat gringa. Eu tenho um trabalho fechado guardado, uma mixtape, toda produzida por mim, cada detalhe imaginável porém eu perdi meu HD e com ele tudo, menos as músicas. Fico um pouco receoso de divulgar porque não tenho mais os beats que demoraram cerca de 1 ano pra fazer todos. Por isso resolvi juntar fragmento de alguma letras e ideias e compor "Desordem Para o Progresso". Tirando o instrumental, toda a produção foi feita por mim.

Lado C: Como você resumiria a ideia que o som transmite?

Brankobran: Um desabafo sobre a cena do RAP, sobre política, sobre o mundo e sobre as críticas feitas a mim.

Música:

Minha Opinião:
A série de mensagens transmitidas pelo som sem as típicas "rimas de enrolação" unidas à ausência de refrão tornam essa a música que mais admiro do rapper. Apesar de gringo, considero o beat bem escolhido para um som nesse estilo direto. Além do web vídeo, que completa com a impressão de "produção independente", o que sugere uma luta individual bem sucedida.
Trecho mais marcante:
"É perigoso libertar um povo que prefere a escravidão"